terça-feira, 17 de abril de 2012
Nossos poemas já respiram na calçada. Acorde os acordes! Quentinhos e pouco confusos.
Deles se ouvem os tec tecs das máquinas de escrever sujinhas, que descoram as cores dos corais botando um som de dia bonito.
Foi o beijo após a dose, é a quase certeza que tenho.
Eu te contei que as letras e os sonhos, as costuras e o vinil, ainda pulsam. Mas você se aproximou tanto que nem dei por mim.
Pensamos juntos que o coração das árvores sentem muito, saltam no vento verde. Nós enxergamos a alma de cada uma, e engolimos com as narinas todo e tudo. Depois disso, nos deitamos na grama pontuda, e forçamos nossos olhos para a luz, sem dormir por estarmos e não estarmos ali, vivos e não vivos.
Pregado, o céu hoje é abóbora.
E nossa cara, das cores que não existem.
E então, nos apaixonados gentilmente pela mãe natureza, pelo resto do que é encarado como vida.
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