quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Eu te ajudaria a subir as escadas, se eu não estivesse escorregando em meu próprio vômito. Onde foi que deixamos as chaves? Em qualquer canto infernal, onde conversávamos sobre a terra e as sardas daquela garota.
É que quando falo automaticamente: "Meu deus", paro pra pensar no que acabei de dizer.
O que aconteceu com tudo? Eu metralhei tudo. E eu odeio todos os destroços que me fazem chorar desesperadamente como uma criança que se perdeu da mãe numa feira.
Nós conversamos sobre o futuro. E eu disse que teria filhos, e que eles viveriam para morrer. Mas se eu me sentar na cama e chorar, serei condenada por ser fraca. E essa fraqueza precisa ser conduzida para longe.
O mundo espera que nossa angústia sem nome nos mate. E agora, ele está sorrindo com o canto da boca.
De todos os bebês que se casam, quantos nascem felizes? Quantos deles tentam matar o que está dentro?
O vento e eu falamos a mesma coisa e simultaneamente. E depois de me deixar com frio, congelou meu coração elétrico. O vento não aquece.
Eu vou embora, e trarei fogo, antes que seu gelo se cole no meu.
Vamos lá, quanto mais precisamos pra limparmos o jogo?
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Pesado e incerto. De acordo com o céu que escrevera.
Numa conversa, ela disse que existem coisas que foram procrastinadas pra evitar outras que trariam as coisas que menos queria. E quando se deu conta, estava planejando tudo de novo. Só que com mais dor possível.
Engoliu que precisava deixar ir embora pelo motivo que negligenciou por medo.
A garota entendeu tudo. E sabe que vai precisar conviver com isso. Ou não.
Ela entendeu que o mundo faz o que faz. E faz certo, e dói, para que ela e todos saibam como agir, enquanto os anos chegam.
Afinal, o que não causa sua morte, a deixaria com mais força. E foi convencida de que não pode dar as costas ao doce cheiro de maracujá com açúcar.
Assim, tirou o chapéu para o mar revolto. E foi preparar um chá enquanto espera.
Assinar:
Comentários (Atom)