terça-feira, 31 de janeiro de 2012


Ele fez uma canção, da qual você não pode cantar junto. Mas você já conhece a letra.
O certo, o errado e o doce, vivem dentro dessa canção. E ele vai cantar pra você, enquanto descobre sua pele branca e sardenta. E você vai sorrir com os olhos, e sentir o gosto doce dos acordes e do desejo, que como um véu, cobriu o ambiente.
E quando for se pentear no dia seguinte, vai se pegar cantarolando refrões que perguntam quanto mais amor nós podemos nos dar, e quanto será suficiente.
E não terá mais nada que você faça, sem que sinta o cheiro cinza da lua, de quando estiveram compartilhando taquicardia.

sábado, 21 de janeiro de 2012


Você quer se ajustar, mas o céu não sai de cima. Algo assim, desse gênero, se houver.
E você borda as plantas com suas próprias maçãs do rosto, e diz que fez o melhor que pôde. E fez.
E depois as maçãs ficam maravilhosamente doces, e você tem mais certeza de que você mesmo está ali.

Pra terminar, ele confessou que há muito não sonhava. Sonho qualquer, a menos que se lembrasse. E quando sonhou, se esqueceu de anotar.
Ele acreditava na gente. E ouviu dizer que todo ser humano pode ser um anjo.
E gente acredita em tudo e em nada. E em todo amor.
Queria fazer a vida de alguém doce e com som, com som de doce na panela.
Alguém que pudesse chamar de anjo, pra começar.